Série: Personagens da Ginástica Paulista (2)

 A Federação Paulista de Ginástica dá continuidade à Série Personagens da Ginástica Paulista. Desta vez o perfil é de Viviane Oda, a Vivi da ginástica rítmica, e o trabalho que desenvolve, desde bem pequenininha, com a técnica Carol Nogueira, em Guaratinguetá – é atleta da FAE Osasco. Nesta temporada, inicia sua trajetória como juvenil, rumo ao Mundial da Rússia, em 2019, e aos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024

Viviane Oda Miranda, a Vivi, é ginasta desde os 3 anos, quando ainda nem sabia o que era a modalidade e apenas imitava a irmã mais velha, Vitória. Mas desde as disputas na categoria baby mostra muito talento e nunca saiu do pódio. É considerada uma das principais promessas de São Paulo e do Brasil na ginástica rítmica e aposta para os Jogos Olímpicos de 2024, em Paris.

“Ela é afilhada da minha mãe, Olívia. Eu vi que a Vitória e a Viviane tinham muita habilidade e puxei as duas para treinar GR. Primeiro começou a Vitória porque a Vivi era muito nova. Ela era baby, categoria criada para crianças de 6 anos, mas competia com hors-concours (fora de série) e ganhava de crianças de 10 anos”, conta a técnica Maria Carolina Nogueira de Oliveira, a professora Carol Nogueira, como é conhecida. A ginasta também tem a supervisão da árbitra internacional Maria da Conceição Costa e a coreógrafa é Ana Paula Scheffer.

Carol foi atleta da ginástica artística dos 10 aos 16 anos, em Lorena e Guaratinguetá (SP). Mas como desenvolver a ginástica artística era difícil pela falta de acesso aos aparelhos, optou por trabalhar com a ginástica rítmica. Atualmente, a treinadora comanda a Equipe de GR Professora Carol, em Guaratinguetá, com 80 crianças e jovens, com idades entre 3 a 18 anos, além de ser treinadora da ginástica de Osasco. “A ginástica rítmica é bem massificada no Brasil. Numa única competição, num fim de semana, um evento reúne até 1.200 crianças e jovens”, observa Carol.

Vivi Oda nasceu em 21 de junho de 2005, em Guaratinguetá, São Paulo – vai completar 13 anos. Apesar da baixa estatura (tem 1,41 m e 32 kg) – na ginástica rítmica as atletas são normalmente mais altas –, tem capacidade motora desenvolvida e faz manejos até mais completos do que os executados por ginastas adultas. “Eu era bem pequena quando via minha irmã competir e queria fazer ginástica também. Fiz meu primeiro campeonato muito pequena e comecei a ganhar e a me empolgar com o esporte”, comenta Vivi.

Confirmou o seu talento com coreografias e habilidades diferenciadas para a idade, chamando a atenção de técnicos, árbitros, do público e das próprias ginastas. Com um futuro promissor, sua rotina inclui treinos diários de seis horas e aulas de balé, além da escola. Fã de craques do Brasil, como a ginasta olímpica Natália Gáudio, e das gêmeas russas Dina e Arina Averina, Vivi sonha estar no Mundial Juvenil da Rússia, em 2019, e com os Jogos Olímpicos de 2024.

“Eu fiz a melhor escolha (pela ginástica rítmica). Eu era pequena, mas desde o meu primeiro ano na categoria pré-infantil, quando percebi o que era a ginástica, sonho ir a um Mundial e a uma Olimpíada. ”

Desde sua primeira competição oficial, aos 9 anos, encanta pela graça e precisão. No Estadual de 2014, em São Caetano do Sul (SP), foi vice-campeã no individual geral, ouro na corda, e prata na coreografia com as mãos livres. No mesmo ano, estreou em um Brasileiro, em Contagem (MG), na categoria pré-infantil – foi campeã da corda, 3ª no individual geral e convocada para a seleção brasileira para ir ao Sul-Americano de Cúcuta (COL) – foi campeã por equipe e no arco.

Em 2015, dominou os pódios da categoria. No Estadual de Pindamonhangaba (SP), foi campeã de mãos livres, arco, bola e individual geral. No Brasileiro de Osasco (SP), competindo em casa, levou a medalha de ouro no individual geral, bola e mãos livres. No Sul-Americano de Cochabamba (BOL) ganhou ouro por equipe, no individual geral, na bola e no arco, e prata nas mãos livres.

Em 2016, no seu primeiro ano na categoria infantil, disputou o Brasileiro de Manaus (AM) e ficou com o 3º lugar no individual geral e na bola, foi campeã no arco e na fita. No Sul-Americano de Paipa (COL) foi campeã por equipe, na bola e na fita.

Em 2017, seu último ano na categoria infantil, foi campeã em todos os aparelhos que disputou no Brasileiro de Vitória (ES). No Sul-Americano, no Equador, ganhou ouro por equipe e nas maças. No Pan-Americano da Argentina, mesmo com o tendão da mão machucado, obteve a 2ª colocação no individual geral e foi campeã do arco, bola e fita – não conseguia fazer o manejo das maças, que não paravam na mão e, mesmo assim, foi vice-campeã no individual geral. No LA Lights de Ginástica, em Los Angeles (EUA), na categoria infantil, foi campeã individual geral e levou medalhas em todos os aparelhos.

Em 2018 Viviane Oda começou a competir como juvenil e já mostrou que não pretende abandonar o pódio. Em sua estreia na categoria, aos 12 anos, e competindo com ginastas de 14 e 15 anos, foi vice-campeã do Rhythmic Art Invitational de Miami (EUA), com quatro medalhas de prata e uma de ouro.

Na temporada, Vivi disputará a seletiva para o Sul-Americano, em 10 de julho de 2018, em Curitiba; se conseguir a vaga estará na competição continental, em Melgar (COL); e ainda compete no Brasileiro e uma etapa da Copa do Mundo em Kazã (RUS).

Vivi Oda terá o desafio de competir numa categoria com ginastas bem fortes. O objetivo é se manter na seleção brasileira, embora a idade mínima para os Jogos Olímpicos de Tóquio seja 16 anos – a ginasta terá 15 anos em 2020. O objetivo será estar na seleção no próximo ciclo olímpico, até 2024. “O difícil, numa categoria que já é bem competitiva e com ginastas mais velhas, será aprender a perder. Mas estamos trabalhando o emocional e ela se mostra amadurecida. Estamos com série novas, mais adequadas para a categoria juvenil”, comenta Carol Nogueira.

A Federação Paulista de Ginástica existe desde 1956 e congrega 39 entidades em sete modalidades da mais competitiva ginástica do Brasil.

 

 

 

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