Série: Personagens da Ginástica Paulista (3)

A Federação Paulista de Ginástica dá continuidade à série com um perfil duplo, de Pedro Henrique Felisbino e Rafael Everton da Silva, da Ginástica de Trampolim (GTR), que treinam com Rubens Celso Martins, o Matão, na AMDAGG (Associação Metropolitana de Desportos Acrobáticos e Ginástica em Geral), em Campinas.

Pedro Henrique Felisbino, de 15 anos, e Rafael Everton da Silva, de 13 anos, começaram muito cedo na ginástica de trampolim, seguindo o mesmo caminho – por meio de seus pais, que procuravam uma atividade para os filhos agitados. E encontraram desenvolvimento no trampolim, prova que entrou para o programa da Olimpíada em Sydney/2000, na AMDAGG. O projeto funciona no Galpão Lemos da antiga Estação Ferroviária de Campinas e reúne ginastas de ginástica artística e de trampolim.

O técnico Rubens Celso Martins, o Matão, apelido que ganhou por ser natural de Corumbá, Mato Grosso do Sul, responde pelo trabalho com os ginastas. Matão é coordenador e técnico de Ginástica de Trampolim e Ginástica Artística Masculina da AMDAGG.

O projeto é tocado com verba do Fundo de Investimento de Campinas. Reúne cerca de 100 meninos e meninas na ginástica de trampolim em 2018 (chegou a ter 300 crianças em 2017). “Todos os projetos são avaliados pela administração da cidade e as verbas são liberadas em novembro e dezembro de cada ano para aqueles que são aprovados. A Secretaria de Esportes ajuda muito”, afirma Matão. O projeto para 2019 já está aprovado e a verba sairá antes do fim do ano.

Pedro Henrique Felisbino chegou ao projeto aos 7 anos. “Era branco, pequeno, um cisco! Filho de pai policial militar e mãe pequena comerciante, vem conseguindo resultados bons desde cedo – foi 3º colocado no duplo mini em 2017, 2º colocado no duplo mini e 4º no trampolim no Brasileiro de 2018”, descreve Matão.

Rafael Everton da Silva tinha 6 anos quando conheceu a ginástica. “Um garoto negro, pequeno, filho adotivo de uma família de professores, forte, incansável, dono de muita vontade, sempre correndo atrás de coisas novas… Sempre foi assim. O destaque, em sua atuação, é a parte técnica. Tem um potencial enorme.”

Os dois se classificaram para o Mundial da Bulgária em 2017, e esse ano também estão juntando recursos, em campanhas (www.amdagg.com.br/campeonato-mundial), para irem ao Mundial de São Petersburgo, na Rússia, de 15 a 18 de novembro.

O Brasil participou de uma Olimpíada pela primeira vez, com o goiano Rafael Andrade, no Rio, em 2016. “Hoje, as pessoas já nos procuram pela ginástica de trampolim e aumentou a procura das meninas em 2017”, conta Matão.

Pedro Henrique disse que ficou empolgado com o esporte quando começou a competir. “Passei a olhar a modalidade de um jeito diferente. Aprendi rápido. Depois de quatro meses no esporte comecei a melhorar minha postura, os saltos e a me empolgar.” Estuda no 8º ano na EMEF Prof. Vicente Rao, em Campinas, e foi vice-campeão brasileiro no duplo mini em 2018.

Rafael Everton da Silva evoluiu rápido. “Comecei a gostar e melhorei bem rápido”, conta o garoto, que também cursa o 8º ano na EMEF Vicente Rao. Rafael, campeão brasileiro infantil (8-9 anos) em 2013, disse que tem como espelhos os ginastas Ramires Pala e Alexandre Itabira (Alexandre da Silva), mais velhos do que ele. “Eles ganharam um Mundial, o que também é um sonho meu. Eu também penso em competir numa Olimpíada.”

A Federação Paulista de Ginástica existe desde 1956 e congrega 39 entidades em sete modalidades da mais competitiva ginástica do Brasil.

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