Julia Foresto, Maria Eduarda Garcia e Giovana Caires formam o trio que apresentará as séries estática e dinâmica; elas falam do sonho de estar na competição mais importante do calendário

O Colégio Arbos, de Santo André, filiado à Federação Paulista de Ginástica (FPG), é referência em ginástica acrobática e será o representante do Brasil no Mundial de Ginástica Acrobática, na Antuérpia, Bélgica, de 1 a 6 de abril – 10º FIG Acrobatic Gymnastics World Age Group Competitions. O grupo seguirá para a competição com uma equipe de cinco ginastas – uma dupla e um trio, da categoria de 11 a 16 anos.

A dupla tem Ana Julia D’Amico e Natália da Silva, o trio Julia Foresto, Maria Eduarda Garcia e Giovana Caires. Os técnicos são Marcela Chacon, Nelson Alexandre de Araújo e Alexandre Pereira e a coordenadora de Ginástica Acrobática e coreógrafa é Deise Turbay Garcia.

As meninas do trio falam da dedicação que o esporte exige e da recompensa que é disputar um Mundial. Elas estão juntas há dois anos e têm uma rotina de atleta, com treinos diários e apoio de profissionais que formam a comissão técnica e multidisciplinar.

O Colégio Arbos tem cerca de 90 crianças, a partir dos 5 anos, fazendo academia uma vez por semana. A observação do grupo leva à escolha das ginastas com aptidão para se desenvolver no esporte. “É a partir daí que são formadas as duplas e trios, a partir da observação e do trabalho com essas crianças”, comenta Deise.

Conta que as ginastas trabalharam para ir bem no Brasileiro pelo sonho de disputar o Mundial, onde vão encontrar as fortes competidoras europeias – Portugal e Espanha mostram crescimento na modalidade. China e Rússia também sempre competem com equipes fortes. “As ginastas, os técnicos e árbitros brasileiros – são sete os árbitros do País formados pela Academia FIG – sempre voltam motivados após participar deste tipo de competição”, acrescenta Deise.

Julia Foresto, de 1,50 m e 45 Kg, 13 anos, no 9º ano do Colégio Arbos, que foi para a ginástica acrobática indicada por um professor que dava aula de circo, disse que era um sonho ir para o Mundial. “Vou me acalmar e me concentrar. Fiquei muito feliz quando soube que íamos para o Mundial”, disse Julia, amiga das parceiras do trio – “sempre estamos juntas, nos treinos, e uma da casa da outra”.

É Júlia quem explica como será a competição. No Mundial, as apresentações são por duplas, trios e quartetos, divididos por categorias, de acordo com as faixas etárias. O trio brasileiro, na categoria de 11 a 16 anos, fará duas séries, a dinâmica (são os mortais) – a música é um folk – e a estática, em que “a coreografia é com uma música alegre”, uma salsa bem latina.

“Um dinâmico que elas fazem na série delas é um mortal em que as duas bases lançam e a ginasta volta para a mão das bases. Um mortal pouco feito no Brasil e que a gente espera acertar no Mundial”, comenta Deise, sobre um dos difíceis elementos da apresentação.

Maria Eduarda Garcia tem 1,63 m e 52 kg, 13 anos e está no 7º ano da EMEF Angelo Raphael Pellegrino, em São Caetano do Sul. Foi descoberta pela tia, Deise, a coordenadora do Colégio Arbos. Experimentou a ginástica pela primeira vez na escola (EME Profª Alcina Dantas Feijão, também de São Caetano).

“Estou bem ansiosa para que chegue logo o Mundial. Mas estou bem feliz também. Vou tentar não ficar nervosa e acertar tudo.” Maria Eduarda disse que se inspira em Bia, Beatriz Aprobato, representante dos atletas na CBG, que treinou desde os 7 anos, competiu em dois Pan-Americanos e dois Mundiais, e só parou este ano para conciliar faculdade com estágio. “É muito guerreira”, diz Maria Eduarda.

Maria Eduarda fala dos collants, do quanto ficaram bonitos, um deles colorido, com dourado, para a coreografia estática, e o outro, preto com azul, para a dinâmica.

Giovana Caires, a caçula do grupo, tem 11 anos, 1,40 m e 31 kg, está na sexta série do Colégio Arbos. Faz ginástica desde os seis anos – começou nas aulas de esporte da escola. Os pais acompanham e disse que está bem feliz por ir ao Mundial. “Eu acho que vamos ter um resultado muito bom. Treinamos muito e confiamos uma na outra.”

Deise Turbay Garcia observa que o trio é o exemplo de como o esporte pode ajudar e direcionar crianças, adolescentes e jovens. “A Giovana vai bem em todos os esportes, na ginástica, no judô, no tênis de mesa. Mostrou aptidão desde o início. A Maria Eduarda, com a ajuda do esporte, superou problemas de concentração, tem boas notas… É outra pessoa! A Júlia é filha da psicóloga das meninas (Ingrid) e tem apoio da família. O esporte a ajuda a enfrentar a adolescência, fase efervescente da vida”, afirma Deise.

A Federação Paulista de Ginástica tem 62 anos e congrega 39 entidades filiadas em sete modalidades.

A partir da esquerda: Marcela Chacon, Deise Turbay Garcia, Julia Foresto, Giovana Moscardini, Maria Eduarda Garcia, Ana Julia D’Amico, Natalia da Silva, Nelson Alexandre de Araujo e Alexandre Pereira

 

 

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